Cor atractiva. Textura nem por isso, mas forma redonda, harmoniosa, e misteriosa.
Misteriosa porque por mais que olhemos de perto, o seu interior está sempre inatingível.
Logo, desperta imediatamente umas das reacções menos controladas que temos.
A CURIOSIDADE.
Sendo assim e após a apreciação exterior de magnifico fruto, tentei imaginar como será lá dentro. E, apesar de pelo senso comum saber o que poderia encontrar, cultivei sempre a esperança que algo me iria surpreeder.
Para mais, quando, por factores alheios á minha vontade me é negado logo a autopsia á Laranja. Só serviu para aguçar mais ainda a curiosidade.
Por tal, enquanto esperava que se sucedesse, criei um filme sobre o assunto.
È estúpido sem dúvida, mas mais estúpido é quando fiz desse filme uma longa-metragem.
A realização é brilhante, fotografia também. E como produtor, também este acto é magnífico. Mas é no argumento que reside o problema.
Inicio brutal, seco, áspero como o exterior da laranja, mantive-me preso á cadeira, intrigado pelo falso mistério do interior da laranja, mas e conforme se foi dissecando o exterior e me fui apercebendo do que se passa realmente no núcleo do fruto cheguei ao final do filme totalmente desiludido, desapontado e com aquela sensação clássica que o filme poderia ter tido um fim bem melhor.
Nem os efeitos especiais, que não passaram de um fácil subterfúgio banal para a fuga á dureza da realidade fizeram atenuar a triste conclusão a que cheguei.
Que afinal a Laranja não tinha sumo!!!
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bom texto . o k te levou a escrever isto? parece xateado com a Laranja xD
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