Brutal! Não existe outra palavra para este fim-de-semana.
São Pedro do Sul-Geo Raid 1ª corrida de uma serie de 3.
Para quem não conhece este tipo de prova passo a explicar:
Trata-se de uma prova feita a dois, com duração de 2 dias. O percurso não é marcado pelo que cada equipa terá de ter pelo menos um GPS para navegação.
A prova realiza-se em autonomia total!!!
Sexta-feira, dia de viagem até S.Pedro do Sul. Na companhia do Cláudio, Paulo e da minha asa Patrícia. Chegámos pelas 18h á casa dos Fatuanços, Hotel de turismo Rural que nos surpreendeu pela positiva, pena não ter-mos tido tempo para desfrutar da piscina...
Estava roto nesse dia ainda consequência de um exercício de 12h na quinta-feira. Exercício que envolveu toda a Unidade Especial de Policia e ainda o Grupo de Operações Especiais da Policia Nacional Espanhola. Como resultado um valente empeno no corpinho.
Ao jantar fomos fazer um Carbo-paking a uma pizzaria local na companhia do André e do Nuno Machado do team Motovedras. Aproveitei para dizer mal da Specialized, marca que eles defendem como se fosse a melhor do mundo. Apesar de apreciar a marca não tenho uma postura tão dogmática!!!! Azar meu, pois mais tarde engoli algumas coisas que disse...
Deitamo-nos já tarde pelas 2h da manhã. Eu e a Pat tínhamos de partir as 7h32, por isso acordámos cedinho e após um bom peq-almoço arrancámos para a zona de meta. E ai tivemos a 1ª prova de fogo, neste caso de frio. O nosso Hotel está situado num monte e até á zona de meta são 3 Km sempre a descer. Tudo Ok senão estivesse para ai uns 0 º. Imaginem o que custou descer aquela mer.... em calções e Jersey de manga curta.
Após um curso intensivo de 2 min para saber trabalhar com o GPS, colocamos-nos na zona de partida para começar então a Jornada. Ai deparei com o Mário Roma e a Adriana Nascimento, Equipa Brasileira com uma vasta experiência em travessias e maratonas de BTT.
Partida e ai fomos nós. Primeiros Km foram literalmente á toa.
Nunca tinha navegado com GPS e por tal andei aos papéis durante uns 20km.
No inicio o ritmo foi calmo e optamos por permanecer junto á dupla Brasileira.
Os trilhos começaram a complicar e começamos cedo a perceber o porque dos 4000m de acumulado que anunciavam.
Primeira grande dificuldade a descida para Dave. Cascalho solto nos primeiros km e depois uma encosta que era feita impreterivelmente á mão. Nesta altura chegaram a nós as primeiras duplas que não tinham handicap de tempo. E foi vê-los passar...
A seguir a esta descida infernal veio uma subida que Deus me livre. Também feita á mão e mesmo assim era duríssimo. Cavámos um fosso nesse troço da prova para o Mário e a Adriana, fruto também de um problema mecânico na Scott da Adriana.
Rapidamente eles voltaram a colar e numa subida muito técnica a Adriana pôs um passo forte, obrigando a um esforço adicional da minha asa. A Patrícia é impressionante. Têm uma capacidade de sofrimento inesgotável e um espírito competitivo avassalador.
Em resumo até esta altura da prova tínhamos feito 53km em 5h. Dá para ver por ai a dureza desta prova.
No restante troço conseguimos “fugir” da dupla da Soul Team e chegámos á meta com 4min de avanço, perfazendo 9h de prova. DURINHO!!!
Perdi a conta ás vezes que me enganei no caminho, mas o balanço final foi muito bom.
Estava bastante cansado pois parti já em quebra. As pernas doíam!!! As costas também, os braços idem... No fundo tinha dor de corpo!
O lanche era oferecido pela Organização e foi comer até estoirar...fazendo tempo que o Cláudio e o Paulo(Escravo) chegassem. Partiram 1h depois.
A prova deles foi atribulada. Tiveram inúmeros problemas mecânicos na Bike do Paulo.
O Cláudio estava possuído, dizia mal de tudo e de todos. Estava irritado pelo facto de ter andado tanto tempo com a burra às costas. No fundo esta foi a sua primeira prova de BTT a sério. O rapaz não está habituado a desmontar tantas vezes. Depressa se pôs fino.
Dia 2: Ai fomos nós para a meta, desta vez de carro, pois o Paulo não iria alinhar neste dia devido a estar com uma tendinite no joelho. O Cláudio iria fazer o dia sozinho.
Esperavam-nos 77km duros, mas as expectativas estavam em alta. A Pat estava bem, e eu felizmente estava soltinho. Bem melhor que no dia anterior, por incrível que pareça.
Nos primeiros Km tudo calmo e rapidamente ficamos somente na companhia do Mário e da Adriana. Alguns enganos na navegação permitiu alguns cortes, o que obrigava a um esforço suplementar para recolar. Mas a Pat estava sólida e facilmente o fazíamos.
Deixámo-nos ir atrás deles até á chegada dos primeiros Ai aproveitei para curtir um single track brutal no meio de uns castanheiros. A seguir vinha uma subida muito dura em bom piso mas com uma inclinação muito elevada. Para nossa surpresa a Dupla Brasileira cedeu logo e nós de forma muito controlada fomos ganhando tempo, até que: ouvi um estalar e de repente acabou tudo. O meu EVO-LINK da TREK partiu. Ainda tentei remediar a situação com braçadeiras e cordas, mas não aguentou mesmo e tive que abandonar ali a prova. A Pat continuou, só tínhamos 30km e por tal ela aproveitou para treinar. Foi indo á boleia de outras equipas pois só eu é que tinha o GPS. Perdeu-se inúmeras vezes. Teve que esperar muito tempo em cruzamentos pela chegada de outras equipas para se orientar e mesmo assim deu mais de 20min á dupla Soul Team. Impressionante.
Apesar de ter ficado pelo caminho e consequentemente com a moral em baixo, depressa me recompôs. O BTT é isto mesmo.
O Cláudio entretanto teve mais um dia difícil. Chegou mais uma vez a ferver. Tinha ficado sem pilhas no GPS e adivinhem o resto...EHEH!!!!!!
Não posso deixar de referir a excelente vitória da dupla Vítor Gamito e José Silva, que apesar de diversos problemas mecânicos venceram de forma categórica.
Os meus parabéns ao António Malvar pela excelente organização e pela postura com que encara o BTT.
Próxima etapa Serra da Estrela. Vai doer...........................
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