quinta-feira, 20 de maio de 2010

A LARANJA

Cor atractiva. Textura nem por isso, mas forma redonda, harmoniosa, e misteriosa.

Misteriosa porque por mais que olhemos de perto, o seu interior está sempre inatingível.
Logo, desperta imediatamente umas das reacções menos controladas que temos.


A CURIOSIDADE.


Sendo assim e após a apreciação exterior de magnifico fruto, tentei imaginar como será lá dentro. E, apesar de pelo senso comum saber o que poderia encontrar, cultivei sempre a esperança que algo me iria surpreeder.
Para mais, quando, por factores alheios á minha vontade me é negado logo a autopsia á Laranja. Só serviu para aguçar mais ainda a curiosidade.
Por tal, enquanto esperava que se sucedesse, criei um filme sobre o assunto.
È estúpido sem dúvida, mas mais estúpido é quando fiz desse filme uma longa-metragem.
A realização é brilhante, fotografia também. E como produtor, também este acto é magnífico. Mas é no argumento que reside o problema.
Inicio brutal, seco, áspero como o exterior da laranja, mantive-me preso á cadeira, intrigado pelo falso mistério do interior da laranja, mas e conforme se foi dissecando o exterior e me fui apercebendo do que se passa realmente no núcleo do fruto cheguei ao final do filme totalmente desiludido, desapontado e com aquela sensação clássica que o filme poderia ter tido um fim bem melhor.
Nem os efeitos especiais, que não passaram de um fácil subterfúgio banal para a fuga á dureza da realidade fizeram atenuar a triste conclusão a que cheguei.


Que afinal a Laranja não tinha sumo!!!







terça-feira, 4 de maio de 2010

O futebol e a inteligência que o envolve

Retirado de um BLOG!!!


Ontem eu fui ao Dragão. Vi o jogo no meio dos adeptos do FCP a escassos metros de uma das claques. Ocupei o lugar de um amigo que estando ausente no estrangeiro me cedeu o seu lugar no estádio.

Assisti in loco e no habitat natural à forma como eles adeptos assistem ao jogo da sua equipa.
A primeira conclusão que eu tiro é que não existem verdadeiros adeptos do FCP. O adepto do FCP mais não é que um travestimento do adepto anti-benfica. Eles não são homens suficientes para se assumirem como anti-benfica, como tal, tranvestem-se de adeptos do FCP. Ora como é que um ser se pode dizer adepto de alguma coisa quando todos os canticos não são de louvor ao seu clube mas apenas e só a insultar o Benfica e os seus adeptos. Durante os 90 minutos não ouvi um único cântico de incentivo ao FCP.
Outra situação mais interessante, é verificar que os adeptos do FCP ficam contentes com resultados que prejudicam directamente o seu clube, mas que ao mesmo tempo colocam em causa os interesses do Benfica. Ou seja, eles preferem o mal do seu clube, se esse mal, prejudicar o Benfica. A forma como o golo do Braga foi festejado chocou-me. Pensei para mim, que aqueles seres ou são maus a matemática e pensam que a uma Jornada do fim é matematicamente possível recuperar 5 pontos de atraso ou no fundo eles não gostam do FCP, gostam é que o Benfica perca. O clube deles acabava de ver confirmada a não participação na champions e eles em vez de demonstrarem desagrado, festejam.

Por último, no fim do jogo a forma como adeptos e jogadores festejavam pensei que tivessem ganho alguma coisa. Ainda fiquei a olhar para dentro do campo para ver se iria ser entregue alguma taça, tipo a Taça BES ou algo do genero. Verifiquei que nada acontecia e que os festejos eram apenas e só a celebração da épica conquista do 3ºlugar. Ou terá sido, o adiamento da festa do Benfica! Tenho para mim que é a segunda.

Saí do estádio com a certeza que o nosso maior rival é usado qual prostituta pelos adeptos transvestidos na sua ira anti-benfica.

In http://tertuliabenfiquista.blogs.sapo.pt/1056071.html

domingo, 18 de abril de 2010

Balanço efectuado pela organização do geo-raid.

.04.2010 - GEO-RAID ® Termas de S. Pedro do Sul 2010 - BALANÇO



Um sol brilhante e temperaturas amenas criaram as condições óptimas para enfrentar estas duas duras etapas, permitindo desfrutar ao máximo dos fantásticos cenários das montanhas adjacentes a S. Pedro do Sul e Vouzela e mais uma vez se viveram dois dias num espírito que já se constitui como imagem de marca desta competição.

Um alto nível de competitividade marcou esta primeira prova de 2010, espelhado no facto da primeira equipa ter retirado quase 50 min. ao melhor tempo efectuado na 1ª etapa pela equipa vencedora em 2009. As equipas Team Gold Nutrition, Sport Zone Despertar SC e o Team Rocky Mountain Portugal disputaram entre si os 3 primeiros lugares, numa luta renhida. Os atletas Vítor Gamito e José Silva conseguiram consolidar no segundo dia o primeiro lugar, enquanto que os atletas da Sport Zone, Marco Fernandes e Ricardo Marcos conseguiram retirar o segundo lugar a João Marinho e José Silva, após uma brilhante prestação no segundo dia.

No final, o atleta Vítor Gamito referiu a dureza desta etapa, comparando-a mesmo às mais duras etapas de montanha da Volta a Portugal, deixando num acto pleno de desportivismo um elogio a todos os atletas que enfrentaram este desafio, especialmente aos que despenderam mais tempo para efectuar esta etapa.

Também nas equipas mistas se assistiu nos dois dias a uma luta interessante entre a equipa do S.U.Colarense / Acreditar.org, dos atletas Tiago Freitas e Patrícia Serafim e a equipa Brasil Soul MTB de Mário Roma e Adriana Nascimento, que terminaram separadas por pouco mais de 4 minutos no primeiro dia, ocupando respectivamente a 22ª e a 24ª posição após a primeira etapa. No segundo dia a luta prometia, mas a desistência do elemento masculino da equipa do S.U. Colarense deixou a porta aberta para liderança da equipa brasileira, que no entanto teve que se aplicar nos trilhos da segunda etapa, dada a proximidade de Filipe Salvado e Sandra Seimão da equipa GD Sº António / Stevens A, registando-se uma diferença de apenas 1 min e 27 seg entre as duas equipas à chegada Á meta.



No final, fazendo um balanço da sua participação, a dupla brasileira dava mostras da sua satisfação pela classificação conseguida, deixando igualmente marcados elogios aos trilhos percorridos nesta prova cujas características são bem ao jeito destes dois atletas.



“FOLLOW THE RACE”



Neste 1º GEO-RAID ® de 2010 e após intensivos testes, a organização implementou um novo sistema de monitorização em tempo real do posicionamento dos atletas no terreno. O recurso a trackers (já utilizado há alguns anos pela Ciclonatur no Transportugal ® GARMIN) foi agora optimizado através da monitorização do posicionamento dos atletas no ecrã do computador, com o percurso da prova como fundo.

A posição e velocidade dos atletas é actualizada com um intervalo de poucos segundos, permitindo à organização verificar em tempo real se alguém está fora do percurso ou está parado. No caso de uma paragem, a organização pode certificar-se se o atleta precisa de ajuda e chegar junto dele rapidamente.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

GEO-RAID S.PEDRO DO SUL

Brutal! Não existe outra palavra para este fim-de-semana.


São Pedro do Sul-Geo Raid 1ª corrida de uma serie de 3.

Para quem não conhece este tipo de prova passo a explicar:

Trata-se de uma prova feita a dois, com duração de 2 dias. O percurso não é marcado pelo que cada equipa terá de ter pelo menos um GPS para navegação.
A prova realiza-se em autonomia total!!!
Sexta-feira, dia de viagem até S.Pedro do Sul. Na companhia do Cláudio, Paulo e da minha asa Patrícia. Chegámos pelas 18h á casa dos Fatuanços, Hotel de turismo Rural que nos surpreendeu pela positiva, pena não ter-mos tido tempo para desfrutar da piscina...
Estava roto nesse dia ainda consequência de um exercício de 12h na quinta-feira. Exercício que envolveu toda a Unidade Especial de Policia e ainda o Grupo de Operações Especiais da Policia Nacional Espanhola. Como resultado um valente empeno no corpinho.
Ao jantar fomos fazer um Carbo-paking a uma pizzaria local na companhia do André e do Nuno Machado do team Motovedras. Aproveitei para dizer mal da Specialized, marca que eles defendem como se fosse a melhor do mundo. Apesar de apreciar a marca não tenho uma postura tão dogmática!!!! Azar meu, pois mais tarde engoli algumas coisas que disse...

Deitamo-nos já tarde pelas 2h da manhã. Eu e a Pat tínhamos de partir as 7h32, por isso acordámos cedinho e após um bom peq-almoço arrancámos para a zona de meta. E ai tivemos a 1ª prova de fogo, neste caso de frio. O nosso Hotel está situado num monte e até á zona de meta são 3 Km sempre a descer. Tudo Ok senão estivesse para ai uns 0 º. Imaginem o que custou descer aquela mer.... em calções e Jersey de manga curta.
Após um curso intensivo de 2 min para saber trabalhar com o GPS, colocamos-nos na zona de partida para começar então a Jornada. Ai deparei com o Mário Roma e a Adriana Nascimento, Equipa Brasileira com uma vasta experiência em travessias e maratonas de BTT.

Partida e ai fomos nós. Primeiros Km foram literalmente á toa.
Nunca tinha navegado com GPS e por tal andei aos papéis durante uns 20km.
No inicio o ritmo foi calmo e optamos por permanecer junto á dupla Brasileira.
Os trilhos começaram a complicar e começamos cedo a perceber o porque dos 4000m de acumulado que anunciavam.
Primeira grande dificuldade a descida para Dave. Cascalho solto nos primeiros km e depois uma encosta que era feita impreterivelmente á mão. Nesta altura chegaram a nós as primeiras duplas que não tinham handicap de tempo. E foi vê-los passar...
A seguir a esta descida infernal veio uma subida que Deus me livre. Também feita á mão e mesmo assim era duríssimo. Cavámos um fosso nesse troço da prova para o Mário e a Adriana, fruto também de um problema mecânico na Scott da Adriana.
Rapidamente eles voltaram a colar e numa subida muito técnica a Adriana pôs um passo forte, obrigando a um esforço adicional da minha asa. A Patrícia é impressionante. Têm uma capacidade de sofrimento inesgotável e um espírito competitivo avassalador.
Em resumo até esta altura da prova tínhamos feito 53km em 5h. Dá para ver por ai a dureza desta prova.
No restante troço conseguimos “fugir” da dupla da Soul Team e chegámos á meta com 4min de avanço, perfazendo 9h de prova. DURINHO!!!
Perdi a conta ás vezes que me enganei no caminho, mas o balanço final foi muito bom.
Estava bastante cansado pois parti já em quebra. As pernas doíam!!! As costas também, os braços idem... No fundo tinha dor de corpo!
O lanche era oferecido pela Organização e foi comer até estoirar...fazendo tempo que o Cláudio e o Paulo(Escravo) chegassem. Partiram 1h depois.
A prova deles foi atribulada. Tiveram inúmeros problemas mecânicos na Bike do Paulo.
O Cláudio estava possuído, dizia mal de tudo e de todos. Estava irritado pelo facto de ter andado tanto tempo com a burra às costas. No fundo esta foi a sua primeira prova de BTT a sério. O rapaz não está habituado a desmontar tantas vezes. Depressa se pôs fino.

Dia 2: Ai fomos nós para a meta, desta vez de carro, pois o Paulo não iria alinhar neste dia devido a estar com uma tendinite no joelho. O Cláudio iria fazer o dia sozinho.
Esperavam-nos 77km duros, mas as expectativas estavam em alta. A Pat estava bem, e eu felizmente estava soltinho. Bem melhor que no dia anterior, por incrível que pareça.
Nos primeiros Km tudo calmo e rapidamente ficamos somente na companhia do Mário e da Adriana. Alguns enganos na navegação permitiu alguns cortes, o que obrigava a um esforço suplementar para recolar. Mas a Pat estava sólida e facilmente o fazíamos.
Deixámo-nos ir atrás deles até á chegada dos primeiros Ai aproveitei para curtir um single track brutal no meio de uns castanheiros. A seguir vinha uma subida muito dura em bom piso mas com uma inclinação muito elevada. Para nossa surpresa a Dupla Brasileira cedeu logo e nós de forma muito controlada fomos ganhando tempo, até que: ouvi um estalar e de repente acabou tudo. O meu EVO-LINK da TREK partiu. Ainda tentei remediar a situação com braçadeiras e cordas, mas não aguentou mesmo e tive que abandonar ali a prova. A Pat continuou, só tínhamos 30km e por tal ela aproveitou para treinar. Foi indo á boleia de outras equipas pois só eu é que tinha o GPS. Perdeu-se inúmeras vezes. Teve que esperar muito tempo em cruzamentos pela chegada de outras equipas para se orientar e mesmo assim deu mais de 20min á dupla Soul Team. Impressionante.
Apesar de ter ficado pelo caminho e consequentemente com a moral em baixo, depressa me recompôs. O BTT é isto mesmo.
O Cláudio entretanto teve mais um dia difícil. Chegou mais uma vez a ferver. Tinha ficado sem pilhas no GPS e adivinhem o resto...EHEH!!!!!!

Não posso deixar de referir a excelente vitória da dupla Vítor Gamito e José Silva, que apesar de diversos problemas mecânicos venceram de forma categórica.

Os meus parabéns ao António Malvar pela excelente organização e pela postura com que encara o BTT.

Próxima etapa Serra da Estrela. Vai doer...........................